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Qual é o seu vento?

E com as cores do vento colorir

O vento está presente nos comerciais, videoclipes e filmes "feel good". Desde que a Pocahontas cantou sobre este assunto, eu amo o vento. Eu gosto quando o vento está na minha cara, fazendo meu cabelo voar, e tão forte que não consigo ouvir mais nada. E isso não é algo que eu descobri agora. Eu sempre soube deste meu amor pelo vento. Vento forte, não vento de ventilador. Aquele vento que quase me leva. É como se o ar e eu fossemos só um, e mais nada importa. Uma bolha particular, por algum breve momento.



Por que estou divagando sobre o vento? Porque mesmo sabendo há anos que amo este vento, faz tempo que eu não o sinto. E lembrei deste meu amor quando vi meu sobrinho de 3 anos, colocando sua cara perto da janela do carro, igual cachorros fazem, para sentir o vento. Ele também ama vento na cara. Meu primeiro pensamento foi “isso é seguro?”. Analisei que ele estava na cadeirinha, com cinto bem colocado e sua cabeça não estava para fora. Depois veio “mas isso vai desarrumá-lo!”. Desarrumar de que? Ele tem 3 anos, existe conceito de arrumado para esta idade? Se existe, ele realmente não se importa.


Isso tudo me fez pensar o porquê não tenho baixado o vidro do meu carro em todos esses anos. É perigoso… Mas não fico debruçada na porta, e posso subir as janelas se algum momento sentir que não estou segura. Mas desarruma. Isso é verdade, com vento na cara meu cabelo fica todo embaraçado, cheio de nós, a pele ressecada, a sobrancelha despenteada e os lábios rachados. Mas para que eu me arrumo mesmo? Para eu me sentir bem? Mas eu já me sinto bem com o vento na cara!


Por que não buscar o vento?

Pensei em que outros momentos deixei de sentir o vento na cara. Todos pareciam tão sem sentido, medos bobos, argumentos sem nexo. Coisas que as pessoas falam e você ouviu tantas vezes que esqueceu de perguntar o porquê. Fiquei chateada comigo de ter perdido tanto tempo sem o vento. Ainda mais o vento que vem de uma janela de carro aberta: algo totalmente acessível para mim. Por que me privei disso? Fiquei ainda mais chateada quando comecei a pensar que eu nem busquei o vento. Eu sempre soube da plenitude (acalanto, paz, meditação, como quiser chamar) que o vento me traz. Por que não fui atrás disso e sim de outras coisas que não me fazem tão bem quanto o vento?


O vento no trabalho

Trago o assunto do vento para pensarmos nas coisas que gostamos de fazer no trabalho, que fazem nos sentirmos bem, mas que não fazemos porque estamos muito ocupados buscando outra coisa que alguém falou que era melhor, mais importante. Uma amiga me falou que deixou de ouvir música no trabalho porque um colega aconselhou que ela perderia momentos de networking se estivesse com seu headphone, porque ninguém puxaria papo já que teria medo de atrapalhar. Ela falou que estava com mais dificuldade de concentrar sem a música e perguntou se deveria voltar com headphone. Isso é só um exemplo, dos vários que vemos no ambiente de trabalho. Quem já ouviu de algum gerente que esse gostava mais da época que fazia trabalho mais técnico?


Não só isso, às vezes o vento no trabalho pode ser algo simples: o cafezinho com o colega da outra área, ir de tênis confortável, ficar de home office. É importante reconhecer o que nos faz sentir bem, felizes e engajados no trabalho. Isso porque ao termos este autoconhecimento podemos buscar e incluir o “vento” na nossa rotina, deixando o trabalho mais prazeroso.


Vento exige honestidade

Pode parecer algo fácil de fazer, mas não é bem assim. Para reconhecermos nosso “vento” no ambiente profissional, temos que ser honesto com nós mesmos. O que eu realmente gosto e o que eu acho que gosto porque eu deveria gostar? Não vamos deixar de fazer as outras coisas, mas vamos fazer questão de incluir o “vento na cara” na rotina.


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