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O que a pandemia nos ensinou sobre engajamento no ambiente de trabalho

Atualizado: 2 de set. de 2021

O mundo dos negócios evolui a cada segundo. Novos modelos de negócio, tecnologias disruptivas, novas formas de trabalho estão constantemente mudando a forma que as empresas trabalham. Durante a pandemia, essa transformação foi acelerada, foi preciso se adaptar a nova realidade da noite para o dia. Se olharmos de perto o que aconteceu durante o primeiro ano de restrições, podemos tirar algumas lições importantes sobre engajamento no ambiente de trabalho.

Apesar do efeito negativo na economia, e na vida das pessoas, já está claro que aprendemos muito com o COVID-19. Muitas empresas fecharam as portas, mas quem conseguiu se manter no mercado, percebeu que é possível trabalhar de forma totalmente remota.


O trabalho remoto funciona

Trabalhar remoto funciona tanto, que muitas empresas recuperaram as perdas na bolsa em poucas semanas. O índice Nasdaq levou mais de um ano para se recuperar da crise de 2008, em menos de 3 meses depois do início do lockdown nos EUA a bolsa de valores já tinha voltado aos patamares pré-pandêmicos.


Mesmo tendo funcionado para muitas pessoas, 41% dos entrevistados pela Nintex se dizem mais produtivos trabalhando de casa, mas o nível de estresse também aumentou. De acordo com números publicados pela Forbes, 52% dos entrevistados tiveram burnout em 2021, antes da pandemia eram apenas 43%.


Engajamento não significa altos salários

Ter um time satisfeito não é a mesma coisa que ter um time engajado. Uma pessoa engajada está comprometida com a empresa, com seus colegas de trabalho, assim como com a visão e com os objetivos da companhia."


Engajamento é algo intrínseco, não está ligado a altos salários, benefícios ou um tapinha nas costas ao final do dia. Falta de engajamento não é um problema do RH, é um problema de gestão.



Novo cenário, nova forma de gestão

A relação 1-1 entre cada membro do time e seu gestor é o principal vínculo que deve ser cultivado. Durante a pandemia muitos gerentes se perderam, pois a forma de comunicação mudou. É preciso tomar uma atitude mais proativa para manter o canal de comunicação aberto. Realizar check-ins mais frequentes, ou marcar feedbacks regulares são algumas práticas que podem ajudar.


Se fez de ainda mais importância apoiar o time, estar disponível, ouvi-los. Igualmente importante é estimular a cultura do reconhecimento. Estudos mostram que times de alta performance apreciam as críticas numa proporção de 5:1. Isso é, eles dão 5 vezes mais feedback positivo do que negativo -vale salientar que o feedback “negativo” também precisa acontecer.


Um ambiente de trabalho saudável segue como um grande desafio também para times que trabalham de casa. Criar vínculos positivos entre os colegas é um pré-requisito para aumentar o engajamento. Assim como fomentar a autonomia. Empoderar o time e confiar nas pessoas se torna mais relevante que nunca, uma vez que as inseguranças ao nosso redor só crescem.


 

Apesar dos grandes desafios, esses aprendizados nos ajudam a mudar a forma de pensar sobre comprometimento e engajamento. As mudanças começam agora, e os resultados serão colhidos no longo prazo. Não é de hoje que empresas sofrem com a desmotivação, mas talvez faltasse um empurrão para encarar o problema por outra perspectiva.

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