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“Não se esqueça de mim.” Funcionário, 2020

Como todos sabemos, maximizar lucros é o principal objetivo da maioria das empresas. Para fazer isso, elas tentam entregar cada vez mais valor gastando menos recursos. Toda vez que eu pergunto como fazer isso, as pessoas me respondem “com tecnologia”. E isso é verdade. Tecnologia tem um papel relevante no caminho para o aumento de produtividade. Computadores, inteligência artificial e muitas outras tecnologias estão fazendo o trabalho antes feito por humanos, e na maioria das vezes, aumentando a lucratividade das empresas. Tecnologia se tornou essencial; porém, eu não acredito que seja a única forma de se aumentar produtividade. Não podemos nos esquecer que as pessoas têm um papel crucial na criação dos negócios, e também no aumento de produtividade.


Engajamento dos funcionários têm impacto direto nos lucros

Não é o suficiente ter diversas ferramentas, softwares ou hardwares. Empresas que querem ser bem sucedidas devem ter um time motivado e engajado. Você deve estar se perguntando o que isso tem a ver com lucratividade, certo? Pesquisas mostraram que empresas com o maior engajamento dos times são 22% mais lucrativas que as com baixos níveis de engajamento[1]. Logo, antes de investir em softwares de primeira linha, por que não investir em pessoas?


Baixo engajamento significa oportunidade de melhorar

Muitas organizações diriam que eles engajam os times. “Employee experience” é o novo termo utilizado por muitas empresas para nomear seus times e/ou departamentos que olham para os funcionários. Seu foco é melhorar a jornada de cada funcionário dentro da empresa. Apesar de isto ser um passo importante, o engajamento ainda é baixo. Mesmo com comida de graça, bônus atrativos, e muitos brindes, você pergunta. A resposta é sim. De acordo com a Gallup, 53% dos funcionários nos Estados Unidos não está engajado[2] no trabalho. E mais, 60% dos funcionários que saem das empresas pediram demissão[3].



Mover pessoas não é o mesmo que motivar


Quando você pensa no assunto, você percebe quem ainda usamos cenouras para motivar funcionários, como fazíamos com os cavalos para correrem mais. Para ganhar um bônus, o funcionário precisa completar uma tarefa pré-determinada. Ou, caso não faça a tarefas, será demitido. É tudo baseado em recompensa e punição. Apesar de isso induzir pessoas a se movimentar, não provoca motivação. Tente se lembrar da última vez que você se sentiu motivado. Foi quando você recebeu um bônus ou sentiu medo de ser demitido? Acredito que não.


Esse sistema vem sendo usado para “motivar” funcionários há muito tempo, e provavelmente funcionou no passado. Mas lembra da tecnologia? Essas funções foram substituídas por ferramentas tecnológicas ou terceirizadas. Alguns acadêmicos acreditam que a forma que empresas utilizam para motivar seus times com cenouras não só não motiva, mas também reduz a complacência para realizar a tarefa. Isso também pode reduzir a criatividade dos funcionários e sua empatia com os consumidores, alguns dos valores mais promovidos por algumas empresas. Tudo isso quer dizer que é preciso fomentar a motivação intrínseca, não movimento. A academia vem nos mostrando esse caminho há anos. Quando iremos começar a ouvi-los de verdade?

[1] Gallup https://emplify.com/blog/employee-engagement-stats-2020/

[2] https://techjury.net/blog/employee-engagement-statistics/#gref

[3] https://www.bls.gov/opub/mlr/2019/article/job-openings-hires-and-quits-reach-historic-highs-in-2018.htm

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