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Como criar o time perfeito


O COVID impôs uma mudança muito significativa na economia global, e a maioria das empresas não está pronta para o que ainda está por vir. Não estou falando de trabalhar em casa, e sim sobre o engajamento dos funcionários. As pessoas estão sofrendo durante a pandemia, e não serão as mesmas, mesmo depois da vacina. Essa geração viverá com essa memória, então as empresas precisam reconhecer o impacto da pandemia em suas vidas.

Uma lição que podemos aprender com a crise de 1929 é que as pessoas que viveram a grande depressão são avessas ao risco devido ao que sofreram, como Malcolm Gladwell destacou em seu livro "The Outliers". Viver uma pandemia, mais de um ano sob confinamento, é assustador, e isso afetará a forma como enfrentamos desafios diários. Não podemos entender ou sentir essa mudança agora, mas ela está acontecendo em nosso subconsciente. Após meses de pandemia, isolamento social e incerteza, buscaremos por mais estabilidade.


Aspectos de estabilidade pessoal e organizacional

A estabilidade organizacional está ficando mais importante, mas também importa a pessoal. Para oferecer uma estabilidade pessoal, as empresas podem fornecer salários justos, por exemplo, para que os colaboradores não precisem ter medo de não pagar as contas; infelizmente, isso não é o suficiente.


A estabilidade organizacional não está relacionada a ter seu trabalho assegurado, não importa o que aconteça. Trata-se de clareza da função exercida, feedbacks pontuais, alocação adequada de recursos e atenção à forma como nosso trabalho está estruturado. O Google divulgou recentemente algumas descobertas de seu Projeto Aristoteles, que visava construir a equipe perfeita. Os Googlers descobriram que a segurança psicológica foi o principal fator para o sucesso da equipe.


A segurança psicológica é a "crença compartilhada dos membros de uma equipe de que a equipe é segura para a tomada de decisão de riscos interpessoais", de acordo com a professora Amy Edmondson da Harvard Business School.

Para criar esse tipo de ambiente, as pessoas precisam formar laços entre si. Os companheiros de time não precisam ser amigos, mas precisam estar confortáveis dentro do grupo. Cada time tem seu contrato psicológico, que pode ser um acordo não necessariamente dito ou então um conjunto de compromissos que cada indivíduo prevê sobre as relações dentro desse grupo. Porém esses contratos não são iguais para cada grupo; pois ele se baseia nas crenças de cada membro do grupo. Infelizmente, se este contrato for danificado, é difícil consertá-lo, então é melhor as empresas cuidarem dele. O Projeto Aristoteles destacou que é mais importante construir experiências baseadas em interações emocionais do que otimizar o desempenho de cada indivíduo.


É aconselhável olhar internamente e considerar em primeiro lugar os conceitos psicológicos que permitem e melhoram o equilíbrio no ambiente de trabalho. E é ainda mais importante quebrar a inércia de oferecer fatores genéricos; como elevados bônus anuais, serviços gratuitos no ambiente de trabalho ou uma variedade de brindes sem sentido e ainda assim esperar funcionários mais motivados e produtivos. É hora de mudar a maneira como as empresas reconhecem suas equipes.

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