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A grande demissão

Você deve ter visto a notícia que cerca de 4 milhões de pessoas pediram demissão em julho de 2021 nos Estados Unidos. Great Resignation ou Big Quit é o nome dado a esta tendência contínua de funcionários deixando seus empregos voluntariamente, desde o meio do ano até o presente, em resposta à pandemia COVID-19. Embora muitos achem que isso é consequência de burnout, um artigo do Marcel Schwantes para Inc. fala que o burnout é só a ponta do iceberg. Ele aponta três grandes fatores para esta “Grande Demissão” e como combater a rotatividade:



Burnout é contagioso

A pandemia, junto com a chegada da variante Delta, exige muito da saúde mental as pessoas. Há tanto o que se preocupar, principalmente aqueles que cuidam dos filhos, pais ou cônjuge. E ainda, para quem está no ambiente de trabalho, o estresse é amplificado por outro tipo de contágio: o burnout. O "2021 People Management Report", pesquisa com questionários para quase 2.000 funcionários em mais de 15 setores, mostrou que 73% das pessoas que acham que seu gerente parece esgotado também acreditam que muitos da equipe também estejam[1]. Daqueles sem um gerente esgotado, apenas 22 por cento disseram o mesmo. Schwantes afirma que lutar contra burnout com burnout só piora as coisas. O melhor é tomar um tempo para se recuperar, e assim voltar com disposição para motivar os membros do time.


Obrigatoriedade de voltar ao escritório

Muitas pessoas se acostumaram a trabalhar de casa, a ter um tempo para ver os filhos ou fazer seu exercício físico entre reuniões. Essas não querem necessariamente voltar ao antigo “normal”. De acordo com o Report, 60% dos trabalham exclusivamente no escritório ou onsite, mas apenas 49% realmente querem. Em contraste, apenas 16% dos funcionários atualmente dividem o tempo entre o escritório e o trabalho remoto, embora 26% preferissem[2].

Atualmente, para conquistar e reter talento, é necessário oferecer flexibilidade, garantindo autonomia para os funcionários decidirem onde querem trabalhar.


Gerentes devem se comunicar

Em um ambiente de trabalho flexível, a importância da comunicação aumentou mais ainda. De acordo com o Report, comunicação é a habilidade número um que os funcionários sentem falta em seu gerente (em 2019, era número 5). Não só isso, comunicação é a terceira habilidade mais importante que os funcionários valorizam em seu gerente, perdendo apenas para a confiança e necessidade de alinhamento[3]. É preciso criar um ambiente em que os funcionários se sintam seguros para terem conversas honestas e acreditam que vão ser ouvidos. É papel do gerente e das empresas construir este ambiente e promover a comunicação.


A pandemia foi um grande gatilho para a mudança de paradigma no universo corporativo. É momento de rever o papel de cada membro do time e de abraçar a flexibilidade para criar uma experiência do colaborador que atraia os melhores talentos e motive as pessoas.


[1] https://www.inc.com/marcel-schwantes/why-are-people-quitting-burnouts-just-tip-of-iceberg.html [2] https://www.inc.com/marcel-schwantes/why-are-people-quitting-burnouts-just-tip-of-iceberg.html [3] https://www.inc.com/marcel-schwantes/why-are-people-quitting-burnouts-just-tip-of-iceberg.html

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